O trabalhador abre o celular.
Em poucos segundos, recebe diagnóstico, prognóstico e promessa de pagamento.
“Toma esse remédio? Tem benefício.”
“Tem placa, pino ou parafuso? Tem benefício.”
“Tem essa doença? Tem benefício.”
Falta apenas combinar com a realidade.
Nada disso, sozinho, garante benefício. Mas explicar isso não dá tanta audiência.
É uma estratégia infantil para um assunto adulto.
O vídeo sensacionalista funciona como uma rede lançada sobre a multidão: promete benefício para todos e atrai milhares.
Faz barulho para chamar atenção. Como toda birra, não precisa ter razão. Basta conseguir plateia.
O problema não termina na frustração de quem acreditou.
A desinformação também alimenta a suspeita sobre pedidos legítimos e ajuda a criar o ambiente perfeito para novas restrições. Quando o exagero chega aos tribunais e ao Poder Legislativo, quem pode perder direitos é justamente o segurado que realmente precisa.
A promessa fácil de hoje pode ajudar a produzir o corte de amanhã.
A resposta séria talvez não caiba em quinze segundos.
Se você quer saber se tem direito, procure uma análise individual, responsável e baseada nas provas do seu caso.
A mentira quase sempre cabe.
Análise individual
Há um detalhe do seu caso que o texto não alcança?
Conte o que aconteceu. A conversa começa pelos fatos.
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